17 de junho de 2010
Ficou lembrando de quando ela tinha um plano de vida em que o amor era incluído, mas não era necessariamente o núcleo central da trama. De quando meia hora de lágrimas era absurdamente muita coisa comparada à importância que qualquer pessoa pudesse vir a ter na vida dela. Não, não entenda errado. Essa mulher amou com tudo o que podia sempre que teve uma oportunidade. Ela abriu os braços e fechou os olhos para se jogar na vida sempre que pôde, sempre que sentiu que podia. Ela se escondeu em becos, ela gritou de madrugada, ela deu risadas tão escandalosas que assustaram até mesmo a felicidade histérica dentro dela, ela se arrumou, ela se desarrumou, ela vestiu a fantasia da vez e fez valer a pena pra ela, porque era ela quem importava. Ela viveu os momentos e, quando sentiu que era o caso, sofreu pra se curar do que doía ali dentro. Sem culpa por ser quem ela era e estar passando pelo que estivesse passando naquele momento.